Agosto Dourado: mês do aleitamento materno

O aleitamento materno traz inúmeros benefícios ao bebê. Vamos conversar um pouquinho sobre essa fase tão importante?

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a amamentação salva mais de 820 mil crianças todos os anos. O leite materno é o alimento ideal para todas as crianças e pode garantir o desenvolvimento saudável do bebê até os dois anos de vida.

O vínculo afetivo entre a mãe e o filho é muito estimulado durante o período de aleitamento. Além disso, o leite fortalece o sistema imunológico do bebê, protegendo-o contra infecções respiratórias e intestinais. O bebê ainda ganha peso, o que o ajudará a crescer forte e saudável. 

Para que os benefícios sejam ainda mais potencializados, é indicado que o bebê consuma o leite materno até os 6 meses de vida, de maneira exclusiva. Após isso, até os 2 anos de idade, é indicado que o leite seja complementado por outros alimentos.

4 grandes benefícios do aleitamento materno. Produção: Docway

Existem diversos benefícios no aleitamento materno, como: 

Prevenir o câncer

Vários estudos já associaram a amamentação a um menor risco de bebês desenvolverem câncer na infância, principalmente linfomas e leucemia, que são os mais comuns nessa fase. 

Afastar infecções:

Os anticorpos e células de defesa que a mãe passa para o filho através do leite materno previne infecções de ordem respiratória, de ouvido e de sistema digestivo. 

Desenvolve o sistema nervoso

O aleitamento materno tem participação essencial na formação de células nervosas, além de facilitar a comunicação entre elas. Essa ação é extremamente importante, principalmente nos primeiros cinco anos de vida, que é o período no qual a maior parte do cérebro é formado. 

Reduz o risco de obesidade:

Alguns estudos mostram como as crianças que amamentam estão bem menos propensas a se tornar obesas. Isso faz com que males como diabetes e doenças cardiovasculares fiquem mais distantes. 

É importante lembrar que desde que o médico não contraindique o aleitamento materno, toda mulher pode (e deve!) amamentar o seu bebê. 

Mas, ao passo que o aleitamento é importante para o bebê, existem algumas dificuldades que podem aparecer pelo caminho. É o caso de dores na mama, nas costas, no pescoço e nos ombros. Existem algumas reclamações feitas pelas mamães que são mais comuns durante o período de amamentação. São eles: 

Dores

A dor existe por diversos motivos. Pode ser pelo bico do seio rachado, seios muito cheios, quando o bebê acaba por abocanhar apenas o bico do seio e não a auréola completa, dores nos ombros e costas por conta das posições ao amamentar. 

Para prevenir as rachaduras, você pode passar o próprio leite na mama, antes e após dar de mamar. O leite ajudará (e muito) no processo de cicatrização. Para evitar que novas rachaduras apareçam, entenda como o seu bebê está posicionando a boquinha e corrija a pega! Além disso, sempre esteja em uma posição confortável durante o período de amamentação. 

Pouco leite

Muitas mamães acabam por ouvir que devem ter pouco leite ou que o leite é “fraco”, pois o bebê não para de chorar e sente fome por várias vezes. Na verdade, o leite não é fraco e não existe pouca produção! O bebê sente fome, o que é extremamente natural, uma vez que o leite é rapidamente digerido. É importante lembrar que o bebê deve ser alimentado todas as vezes que desejar. 

Falta de apoio e críticas

Amamentação e parto são temas que causam discussões e divergência de opiniões. A melhor solução para esse caso é se informar, buscar leituras de livros que auxiliem e cursos que possam apresentar novas visões acerca do assunto. Quando possuímos informações e embasamento, sabemos o que é melhor para o bebê. Além disso, se sinta aberta para conversar com amigos e familiares sobre suas necessidades e sobre como eles podem te ajudar da melhor forma durante essa fase. 

Falta de informação e preparo

Algumas mamães acabam por se preocupar com diversos outros assuntos durante a gravidez e se esquecem de pesquisar e entender mais sobre a amamentação. Se você está gravidinha, procure se informar, converse com outras mamães, leia livros, faça cursos, participe de fóruns na internet… Afinal, nada melhor do que aprender com vivências e experiências de quem já passou por isso, não é mesmo?

Apesar de toda a importância do aleitamento materno, algumas mulheres não conseguem amamentar. E tudo bem! A mulher não se torna menos mãe por isso e nem deixa de criar um vínculo de amor importante com seu filho. Muitas vezes, as mulheres que não conseguem amamentar, por qualquer que seja o motivo, enfrentam um cenário de frustrações e julgamentos, o que não deve acontecer. Existem opções para mamães que não conseguem amamentar, como recorrer a um profissional especializado, que indicará uma fórmula láctea adequada para o seu bebê. 

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